Escolas têm metas importantes com a primeira infância
“É durante esta fase que o cérebro das crianças passa por um amadurecimento intenso”, explica pedagogo
A primeira infância se caracteriza pela fase compreendida entre o nascimento até a idade de seis anos. De acordo com psicólogos e pedagogos, nesse período, a capacidade de aprendizagem por meio de estímulos positivos impulsiona desenvolvimentos significativos para as crianças. Desta forma, os especialistas reforçam a importância da inclusão do público infantil em pré-escolas ou creches a partir dos três anos de idade e em escolas na idade entre quatro e cinco anos.
Durante os anos iniciais de vida, as experiências proporcionadas às crianças são a base para uma evolução adequada. O coordenador do curso de Pedagogia do UNINASSAU - Centro Universitário Maurício de Nassau em Teresina, Stanley Braz, define a escola como local onde os pequenos conseguirão construir muitas habilidades sociais, específicas para cada estágio de vida. Por isso, ele reforça a importância da interação escola-família. “Ter a oportunidade de construir habilidades sociais com certeza é imprescindível para um indivíduo. Durante esta fase, o cérebro das crianças passa por um amadurecimento intenso. Na educação da primeira infância, elas têm a possibilidade de serem e estarem inseridas em situações formadoras do seu caráter social, fazendo que esses pequenos compreendam seu papel por meio da interação e aprendizagem escolar. Assim, eles entenderão suas posições como cidadãos parte de uma sociedade, mesmo de forma subjetiva”, ressalta Stanley.
Um outro benefício apresentado com a socialização das crianças em idade pré-escolar é a facilidade de comunicação e trabalho em grupo. A coordenadora do curso de Psicologia do UNINASSAU Teresina, Dayane Arrais, também explica que o contato entre as crianças cria um ambiente diversificado para a formação de seres humanos mais tolerantes. “Ainda nessa idade de pré-escola, a socialização oportuniza um ambiente no qual a comunicação é necessária. Aí temos uma outra novidade no processo, o trabalho em grupo, pois há a partilha de brinquedos, por exemplo. Logo, também temos a questão da diversidade de ideias e de experiências, uma perspectiva de futuros indivíduos mais tolerantes. Pois, quando se restringe a criança ao vínculo apenas familiar, não se tem a pluralidade de outras pessoas. E, nesse contato com pessoas diferentes, acontece um aprimoramento da independência e da inteligência emocional. Conversando, cantando, ouvindo, contando historinhas e até dançando. Escola é tudo de bom”, finaliza Dayane.
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