Compartilhando o ambiente de trabalho: o presencial ainda é uma solução viável
- Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por Samanta Coelho
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Com a chegada da pandemia, as dúvidas em relação à melhor forma de trabalho ganharam um novo ponto de vista. Este período forçado de trabalho em casa abriu os olhos das empresas e funcionários para os benefícios e desvantagens de realizar suas tarefas à distância, criando inclusive a tendência work from anywhere.
Neste momento de transição e que ainda existem algumas dúvidas, os líderes estão tendo que definir novos modelos e de onde seus colaboradores trabalharão nos próximos anos. E, por mais que uma das prioridades seja um time feliz e engajado, o foco também deve estar em melhor comunicação, colaboração e maior produtividade. O local de trabalho está evoluindo, então é necessária uma escolha mais assertiva entre trabalhar em casa, no escritório ou, mais provavelmente, de forma híbrida.
Trabalhar em casa tornou-se a prática mais comum ao longo desses últimos dois anos. Gastar menos tempo no deslocamento ao escritório, além da sensação de paz e tranquilidade que estar em casa oferece para alguns, pode resultar em maior produtividade. Mas, nem todo mundo tem um ambiente doméstico tranquilo, e o home office durante a pandemia veio com uma série de novas distrações.
O isolamento é indiscutivelmente o maior problema para quem trabalha em home office, especialmente neste modelo de trabalho remoto que muitas pessoas foram obrigadas a praticar durante a pandemia. Estudos revelam que estar isolado afeta as pessoas de diferentes maneiras. A solidão, por exemplo, está associada a maiores taxas de ansiedade, depressão e, em algumas vezes, baixa produtividade.
A ausência de interação também tem um grande impacto no dia a dia corporativo. As reuniões on-line vieram como uma solução ao fato de termos que ficar em nossas casas. Porém, não há dúvidas de que o contato presencial é ainda a forma mais agradável e mais eficaz de nos comunicarmos, incentivando a criatividade e a colaboração. O engajamento e o resultado de brainstorming com o time reunido em um mesmo ambiente, seja um em uma sala de reunião ou em um ambiente virtual com câmeras abertas, pode ser muito maior e ainda ajudar a extrair as melhores ideias e insights.
Para alguns, o êxodo em massa dos escritórios durante a pandemia significou também uma semana de trabalho até 25% mais longa. Permanecendo mais tempo em casa, as pessoas tendem a trabalhar por períodos maiores. Como resultado, vimos aumento de burnout e outros distúrbios que trazem sintomas como, exaustão extrema, estresse e esgotamento.
Sem falar que os limites entre o trabalho e a casa ficam confusos nesse modelo de trabalhar a partir de casa. É algo inevitável e totalmente compreensível. Existe a tentação de verificar e-mails de trabalho durante a noite ou no fim de semana; como também a necessidade de agendar um compromisso durante o horário de trabalho. Nesses casos, os efeitos colaterais vêm a longo prazo. Com a crescente aceitação do work from home, os funcionários agora estão mais propensos a levar o trabalho para casa, e saber quando “desligar” é cada vez mais desafiador.
Nós, humanos, temos a necessidade de socialização. Socializar-se ajuda a melhorar a saúde mental e emocional, ligada à confiança e autoestima e ao aumento da qualidade de vida.
É possível trazer as pessoas para um ambiente compartilhado, seguro e, desta forma, criar laços mais próximos e aumentar o espírito de equipe. Isso é crucial para disseminar a cultura da empresa e promover uma mentalidade de "um por todos e todos por um''. Em uma pesquisa com a Geração Z, a porcentagem que respondeu que estabelecer essas conexões é “muito importante” aumentou de 59% para 81% seis meses após a pandemia.
Para organizações que esperam um retorno total ou parcial ao ambiente de escritório, o período de readaptação provavelmente virá com níveis mais altos de estresse dos funcionários, um aumento de ausências e desafios com relação ao desempenho.
Os ativos mais valiosos de uma organização são suas pessoas, e se deixarmos a questão do work from home tornar-se um “nós contra eles”, os líderes enfrentarão uma batalha difícil quando se trata de valorização da força de trabalho. Dar maior flexibilidade e a possibilidade de equilibrar horas de trabalho no escritório e em casa ajuda a promover um ambiente mais colaborativo e proporciona aos indivíduos um orgulho de pertencer. Temos visto que, embora existam algumas tendências regionais, elas são impulsionadas por um conjunto complexo de circunstâncias e não são de forma alguma absolutas. Este é o caso de qualquer organização global. Em Hong Kong, por exemplo, vemos um retorno de quase 100% ao escritório. Já na Crown na República Tcheca, 80% dos funcionários preferem um trabalho híbrido. Estamos lidando com um cenário em constante mudança.
Porém, é uma escolha que deve ser adequada aos seus objetivos de negócios, à cultura da empresa e do próprio país, além das necessidades individuais de cada colaborador. Tem que ser um esforço conjunto. A flexibilidade parece ser a chave para um futuro de sucesso. Penso que a decisão de cada empresa dependerá das nuances únicas encontradas nos ambientes de trabalho. Não há respostas certas ou erradas.
Haroldo Modesto, executivo com vasta experiência no tema e diretor-geral da Crown Worldwide no Brasil, empresa multinacional de mobilidade global, logística e organização de espaços de trabalho.
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