Inclusão social e educação ganham novos aliados em projeto desenvolvido pelo FIT
Na era da inteligência, desenvolver produtos conectados que contribuem para uma educação mais inclusiva e ainda, melhorar a vida de deficientes visuais e auditivos são algumas das propostas do time do centro tecnológico de Manaus – FIT Amazônia – para todo o Brasil
Em maio deste ano, o FIT anunciou o início da fase de testes de seus primeiros pilotos, em prol da inclusão social. Os testes da primeira fase de dois produtos de uma só vez, agitaram o mês no Instituto de Tecnologia, em Manaus.
Um dos projetos, batizado de Beethoven é um game que propõe uma missão espacial, onde a conquista de cada planeta requer a conclusão de algumas atividades. Mas tem um detalhe: os desafios são dados em libras (Linguagem Brasileira de Sinais) e o jogador deve mostrar que aprendeu, para mudar de fase. O jogo se baseia em ajudar a Mariana, um avatar, a completar suas atividades e assim conseguir vencer cada etapa até conquistar toda a galáxia.
“Percebemos em nossa pesquisa que, apesar da língua de sinais ser muito usada entre surdos, nem todos tem o conhecimento nivelado dos sinais e isso dificulta o convívio dessas pessoas até mesmo entre elas. Olhamos para este projeto como uma contribuição para toda a sociedade. A educação deve ser inclusiva em todas as suas formas. Acreditamos que um jogo lúdico e ao mesmo tempo educativo, pode preparar melhor a criança deficiente para o início da vida escolar e também ensina quem convive com ela a lidar melhor com as limitações humanas – que nem sempre são as que vemos, de maneira mais igual.” – diz Carlos Ohde, Diretor de Inovação do FIT.
Autonomia e inclusão, são desafios que a tecnologia pode ajudar a resolver
Além do jogo, que pode ser jogado em consoles de video game ou no PC, o FIT ainda desenvolveu um kit com óculos e bengala inteligentes. É o projeto Braille, que poderá trasformar a maneira como deficientes visuais, em qualquer grau, vão e veem. Os óculos, ou como é chamado lookear – junção das palavras olhar e ouvir do inglês - têm sensores que, em contato com a pele, emitem sons e vibrações que se intensificam, de acordo com a aproximação e altura de um obstáculo. Essas vibrações e sons, são capazes de projetar no cérebro uma imagem, muito parecida com a do ambiente onde uma pessoa estiver. A solução também usa inteligência artificial para reconhecer objetos. Com isso, o deficiente não somente sabe que existe um obstáculo, mas ouve que ele é. Assim independente da altura e distância dessa barreira, pessoas que perderam ou nunca tiveram a visão, conseguem transitar de forma mais independente, com autonomia, entre os ambientes. Como no exemplo anterior, a experiência de campo, também foi trazida para este projeto: muitos cegos se sentem mais seguros com suas bengalas e isto poderia inibir a disposição para uma possível transição. Pensando nisso o FIT desenvolveu também uma bengala inteligente, que conectada a um aplicativo, envia informações "narrando"o ambiente.
“São dois lançamentos de grande importância para o FIT: um deve atuar na infância, auxiliando esse momento tão importante do ser humano e o outro, pode ser utilizado em qualquer fase da vida. A tecnologia, quando bem utilizada pode e deve fazer um grande bem às pessoas, negócios só são sustentáveis e só fazem sentido, quando aliados à causas que melhorem a vida do ser humano. Esse kit para cegos (óculos + bengala), deve trasformar a vida de muitas pessoas, dando mais autonomia, promovendo a inclusão e minimizando as diferenças entre nós: se criamos as diferenças, também podemos acabar com elas.” Comemora Ohde.
Convite: Você de todo o Brasil, que desejar ser um voluntário para os testes destes produtos, mostre seu interesse! Preencha este formulário com os seus dados e participe! A participação é voluntária e gratuita.
Sobre o FIT
Flextronics Instituto de Tecnologia, organização sem fins lucrativos, que visa pesquisar e desenvolver soluções tecnologicas para tornar o mundo melhor, mais sutentável e mais inclusivo. Presente em Manaus, Jaguariúna e Sorocaba, emprega mais de 300 pessoas e busca liderar a transformação social, por meio da tecnologia. Visite: http://www.fit-tecnologia.org.br/
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