Brasil,

“AMOR FATI”, dirigido pela cineasta portuguesa Claudia Varejão, tem sua estreia no próximo dia 16 de dezembro em São Paulo

  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Flávia Miranda
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Distribuição BRETZ FILMES


Amor Fati Amor Fati –
Portugal, Suíça, França 2020 Documentário Cor 102 min.
Link fotos: https://we.tl/t-vVDcOzzMZU - validade 20/12
Link trailer:

Amor Fati começa com a referida passagem de Platão onde se fala do ser como uma “face da moeda” dividida em metades, que, uma vez reencontradas produzem “uma estranha impressão de amizade, parentesco, de amor, a tal ponto que já não aceitem separar-se um instante que seja!”. Esse é o “assunto” do filme de Cláudia Varejão: os encontros inseparáveis de almas irmãs. Duas velhotas transmontanas simétricas em tudo, e duas gémeas que vestem igual e trabalham no mesmo sítio, um homem de cabelos brancos e o seu cavalo branco, um cachorro e o seu humano de companhia (ou um filme e o seu espectador), a filha e a sua mãe, uma parelha de pessoas com uma mesma e ambígua expressão de género, um músico e o seu instrumento (ou uma família e a sua arte), uma mãe e o seu filho (ou um filho e o seu telemóvel), entre outros.

SINOPSE

Amor Fati vai ao encontro de partes que se completam. São retratos de casais, amigos, famílias e animais com os seus donos. Partilham a intimidade dos dias, os hábitos, as crenças, os gostos e alguns traços físicos. A partir dos seus rostos e da coreografia dos gestos, descobrimos a história que os enlaça. Assente na vida quotidiana, o filme desenha diante dos nossos olhos um coro de afectos e da memória colectiva de um país, convocado o discurso de Aristófanes no Banquete de Platão: Não será a isto que vocês aspiram — a identificarem-se o mais possível um ao outro, de forma a não mais se separarem noite e dia? Se é essa a vossa aspiração, estou disposto a fundir-vos e soldar-vos numa só peça, de tal modo que, em vez de dois, passem a ser um só.

NOTA DA REALIZADORA

Aristófanes, no seu discurso n’O Banquete, apresenta-nos uma visão singular sobre o amor: na origem do ser humano estará um corpo uno, com quatro pernas, quatro braços e dois rostos. Esses seres eram de raiz seguros e invencíveis, ao ponto de desafiarem os deuses e tentarem ascender aos céus. Zeus, preocupado e inflexível, retaliou a ousadia ao lançar um raio que os dividiu em metades: para cada lado ficaram novos seres com duas pernas, dois braços, um rosto e um sexo. Desde esse dia, em terra, as metades procuram sem cessar, umas pelas outras.

Amor Fati propõe irmos ao encontro dessas metades que, hoje, voltaram a convergir, como se fossem elementos químicos atraí­dos na mesma direcção. O instante presente é um fatum onde as partes se fundem sem se deixarem tomar pela razão: per­tencem-se por intuição. Não desejam ocupar outro lugar, outro futuro, outro passado. Desejam ascender, juntos - e de novo -, ao encontro de Zeus. Mas desengane-se aquele que pensa que o olhar de Aristófanes convocava apenas o desejo do (re)encon­tro entre corpos. Talvez ele nos falasse, sobretudo, da ausência enquanto condição vital e do caminho que é necessário percor­rermos a sós. O desencontro é a base incessante do encontro.

Durante dois anos procurei, em Portugal de norte a sul, por histórias de amores inabaláveis que se expressavam, à primeira vista, em fisionomias semelhantes. Encontrei-me com centenas de pares e de grupos que viviam, no momento presente, histó­rias de enlace raro. Filmei sem saber ao certo a linha narrativa que os poderia vir a unir e só mais tarde, chegada à montagem, coloquei-os lado a lado, na esperança de que as rimas e as de­licadezas do acaso emergissem. As vidas de uns ecoaram nas vidas de outros. E as conquistas de uns preencheram os luga­res vazios de outros. O filme nasceu desse processo de busca, também ele à procura de uma parte em falta.

Procurei construir um lado coral da vida, em que o singular dá lugar ao plural e o micro ao macro. Este filme é um atlas de histórias e emoções que expressam o meu sentimento pela hu­manidade e que tende a engrandecer diante da nossa vulnera­bilidade, diante da morte. Criar imagens é a minha tentativa de superar a efemeridade dos eventos, incorporando algo maior e mais belo. A vida é assim, ininteligível. O meu esforço, com os meus filmes, está em torná-la intelegível. Talvez o cinema nos ajude, assim, a fintar o fim.

CLÁUDIA VAREJÃO

Cláudia Varejão nasceu no Porto e estudou realização no Pro­grama de Criatividade e Criação Artística da Fundação Calouste Gulbenkian em parceria com a German Film und Fernsehakade­mie Berlin e na Academia Internacional de Cinema de São Paulo. Estudou ainda fotografia no AR.CO Centro de Arte e Comuni­cação Visual em Lisboa. É autora da triologia de curtas-metra­gens Fim-de-semana, Um dia Frio e Luz da Manhã. Ama-San, re­trato de mergulhadoras japonesas, foi a sua estreia nas longas metragens, recebendo dezenas de prémios em todo o mundo, seguindo-se No Escuro Do Cinema Descalço Os Sapatos, filme que acompanha a intimidade de um grupo de bailarinos de uma companhia de dança. Amor Fati é o seu mais recente filme com estreia prevista para 2020 e Lobo e Cão, em fase de preparação, devolverá novamente o seu olhar à ficção. Os seus filmes têm sido selecionados e premiados pelos mais prestigiados festivais de cinema, passando por Locarno, Roterdão, Visions du Reel, Cinema du Reel, Karlovy Vary, Art of the real - Lincoln Center, entre muitos outros. A par do seu trabalho como realizadora de­senvolve um percurso como fotógrafa e é professora convidada no AR.CO e na Universidade Católica do Porto. O seu trabalho, tanto no cinema como na fotografia, documentário ou ficção, vive da estreita proximidade com os seus retratados.

TERRA TRAM / PORTUGAL

É uma produtora de cinema criada em 2008, por um grupo de jovens cineastas com vontade de encontrar modelos de produção que conseguissem conciliar diferentes formas, escalas e durações para os seus próprios filmes. O nosso objetivo é a articulação da pesquisa e da criação num método de trabalho em que as necessidades de cada filme irão determinar o seu modelo de produção.

MIRA FIKM / SUÍÇA

Mirafilm desenvolve e produz filmes independentes para cinema e televisão desde 2002. Apreciamos a cooperação com cineastas que procuram formas criativas próprias e com parceiros que compartilham a nossa paixão pelo cinema. Produzimos para um público curioso que partilha a nossa alegria em mergulhar em contextos complexos e mudar de perspectiva. De facto, vemos os nossos filmes como convites para serem surpreendidos e ampliarem o vosso próprio horizonte.

LA BELLE AFFAIRE PRODUCTIONS / FRANÇA

É uma produtora sediada em Paris, cria­da por Jérôme Blesson em 2016. Após dez anos de experiência na área, a trabalhar para produtores, distribuidores e agentes de vendas, Jérôme produziu notavelmente a longa-metragem Alva de Ico Costa, com Terratreme Filmes e Un Puma, que estreou no Com­petição Internacional Bright Future de Roterdão’19, e Le Pays por Lucien Monot, que estreou no Competição Internacional Burning Li­ghts de Visions du Réel’19.

BRETZ FILMES / BRASIL

Desde 1991 responsável pela distribuição de filmes e documentários no Brasil em cinemas, home vídeo, tvs e internet. Seu catálogo conta com aproximadamente 300 filmes de autor, de arte, clássicos e documentários, nacionais e internacionais.

LUIZ ERNESTO BRETZ / DISTRIBIDOR

Trabalhou no mercado de vídeo doméstico desde seus primórdios no início da década de 1980, distribuindo e representando empresas brasileiras e multinacionais. Em 1990 fundou a Bretz Filmes direcionada a este mercado. Passou a dirigir a área de aquisição e distribuição da Videofilmes em 2003 e, em 2011 retornou à Bretz Filmes, passando a distribuir em sua própria empresa, filmes nacionais e internacionais para cinema, vídeo, TV e VOD.


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